Material de apresentação e imagens fornecidos para publicação pela Trina em 7 de setembro de 2026. As imagens são ilustrativas do projeto; não são registros da operação instalada. As declarações abaixo pertencem ao material recebido, não a uma entrevista realizada por este portal.
Referência técnica adicional: relatório da SCAE sobre água e café. O percentual de 98% a 99% refere-se ao café filtrado.
Em breve, o Amapá ganhará o seu primeiro Coffee Lab Em reforma desde o início do ano, o Monumento Marco Zero do Equador prepara-se para reabrir suas portas e, entre as novidades, estão dois projetos que prometem ressignificar a experiência de consumo de duas das bebidas mais apreciadas no mundo: cerveja e café. Nossa reportagem foi ao encontro de Marcelo Fiel, fundador da Trina, para conhecer os detalhes dos dois conceitos que farão parte da nova fase do empreendimento. Marcelo fundou a primeira cervejaria artesanal do Amapá, iniciativa que ajudou a inserir o estado no mapa brasileiro da cerveja artesanal. Anos depois, em 2019, a Trina avançou também para a tecnologia, desenvolvendo um modelo de autosserviço no qual o cliente fazia seu cadastro por aplicativo, adicionava créditos e recebia um cartão que dava acesso a uma estação com 12 estilos diferentes de cerveja. Na prática, o consumidor deixava de depender do atendimento convencional. Aproximava o cartão, escolhia a cerveja e servia exatamente a quantidade que desejava. Todo o histórico de consumo podia ser acompanhado pelo aplicativo. A proposta mudou a maneira como a Trina apresentava a cerveja ao consumidor amapaense: em vez de simplesmente pedir uma bebida, o cliente podia experimentar diferentes estilos e quantidades e construir a própria experiência. Depois de uma pausa, a Trina prepara agora seu retorno. E escolheu para isso um endereço carregado de simbolismo: o Monumento Marco Zero do Equador, um dos principais cartões-postais do Amapá. Um Brew Pub no Meio do Mundo A primeira novidade será a implantação de um Brew Pub, conceito que reúne, no mesmo espaço, a produção artesanal de cerveja e o ambiente de um pub. Isso significa que parte das cervejas que chegarão às taças será produzida dentro do próprio local onde será consumida. Mas a localização permitiu à Trina acrescentar algo que dificilmente poderia ser reproduzido em outro lugar. A Linha do Equador atravessa o salão. E ela fará parte da experiência. A linha que divide geograficamente os hemisférios Norte e Sul também dividirá a estação de autosserviço de cervejas da Trina. De um lado estarão as Cervejas Boreais, representando o Hemisfério Norte. Do outro, as Cervejas Meridionais, representando o Hemisfério Sul. E exatamente sobre a Linha do Equador estará a Cerveja Equatorial. Assim, antes de se servir, o visitante terá uma escolha pouco convencional: de que lado do mundo quer beber sua cerveja? A experiência pretende transformar uma característica geográfica do monumento em parte do próprio ritual de consumo. Mas essa não será a única novidade. Da cerveja para o café Além de mestre cervejeiro, enólogo e sommelier de cervejas e vinhos, Marcelo Fiel também possui formação em torra de café. E é justamente dessa combinação de conhecimentos que surge a segunda novidade do projeto. A Trina deixa de se apresentar exclusivamente como uma cervejaria e passa a incorporar definitivamente o café à sua identidade. A marca passa a se chamar Trina Coffee Beer. A mudança não representa o abandono da cerveja. Pelo contrário. A bebida continuará sendo um dos pilares da Trina, mas passará a dividir espaço com outro universo de experimentação. E Marcelo faz questão de explicar que não pretende simplesmente abrir uma cafeteria. O projeto será um Coffee Lab. Para entender melhor o que isso significa, perguntamos ao fundador da Trina: Marcelo, afinal, o que é um Coffee Lab? “Um Coffee Lab é, antes de tudo, um laboratório de café. É onde nós estudamos a bebida e desenvolvemos nossas receitas. Fazemos testes com diferentes grãos, origens, perfis de torra, blends, granulometrias de moagem, dosagens, temperaturas e formas de extração. Preparamos, provamos, avaliamos e voltamos a ajustar. É um processo de experimentação até encontrarmos aquilo que queremos entregar na xícara.” Segundo Marcelo, o trabalho não termina quando uma combinação parece agradável. Cada café passa também por avaliação sensorial. “Nós analisamos aroma, acidez, doçura, amargor, corpo, textura, equilíbrio e persistência. Às vezes uma pequena mudança na torra, na moagem ou na extração modifica completamente aquilo que percebemos. Então o laboratório existe justamente para testar essas variáveis e transformar o resultado em uma receita.” E uma dessas variáveis chamou particularmente a atenção da reportagem. A água. “Na Trina, até a água terá receita” Se existe um conhecimento que aproxima diretamente os universos da cerveja e do café, ele está justamente em um ingrediente que muitas vezes passa despercebido pelo consumidor. A água. No café filtrado, ela corresponde à quase totalidade da bebida. Por isso, suas características interferem diretamente na extração e naquilo que será percebido na xícara. Para Marcelo, não faria sentido estudar cuidadosamente o grão e ignorar o ingrediente presente em maior quantidade. “Na cerveja, nós já trabalhamos com a água há muito tempo. Dependendo da cerveja que queremos produzir, trabalhamos o perfil da água. Quando comecei a estudar café, a pergunta foi inevitável: se fazemos isso com a cerveja, por que não fazer também com o café?” No Coffee Lab, a proposta será desenvolver perfis personalizados de água para as receitas. Parâmetros como composição mineral, dureza e alcalinidade poderão fazer parte dos estudos realizados no laboratório. “Não queremos simplesmente pegar uma água qualquer, passar pelo café e esperar o resultado. Se estamos escolhendo o grão, desenvolvendo a torra, calibrando a moagem e construindo uma receita, a água também precisa fazer parte dessa construção. Na Trina, até a água terá receita.” Do laboratório para a máquina Depois de desenvolver uma boa receita, entretanto, aparece outro problema. Como fazer a segunda xícara ficar igual à primeira? E a décima? E a centésima? Para a Trina, é nesse momento que ciência e tecnologia precisam se encontrar. As receitas desenvolvidas e aprovadas no Coffee Lab serão transformadas em parâmetros que poderão ser executados pelos equipamentos durante o atendimento. O consumidor verá uma experiência aparentemente simples. Fará sua identificação, escolherá a bebida em uma tela e iniciará o preparo. Por trás daquele toque, entretanto, existirá uma receita desenvolvida anteriormente. O café permanecerá em grãos até o momento do pedido. Depois da escolha do consumidor, será moído, dosado e preparado de acordo com os parâmetros definidos para aquela bebida. Marcelo resume a ideia em uma frase: “Não colocamos a tecnologia no lugar do conhecimento. Fizemos exatamente o contrário: colocamos o conhecimento dentro da tecnologia. Primeiro transformamos conhecimento em receita. Depois transformamos receita em dados.” Ou seja, a máquina não será o laboratório. O laboratório vem antes. É nele que as pessoas estudam, experimentam, provam e decidem como determinado café deverá ser preparado. A tecnologia entra depois para reproduzir aquilo que foi desenvolvido. A mesma liberdade que começou com a cerveja Existe ainda uma ligação direta entre o novo Coffee Lab e a experiência de autosserviço que marcou a primeira fase da Trina. Na cerveja, o cliente ganhou autonomia para escolher o estilo e a quantidade que desejava consumir. Agora, a Trina pretende transportar essa mesma liberdade para o café. Mas existe uma diferença importante. A cerveja está pronta quando chega à torneira. O café precisa ser preparado depois da escolha. O grão precisa ser moído, a dose precisa ser definida e a receita precisa ser executada naquele momento. É justamente essa diferença que torna a tecnologia essencial para o novo projeto. A ideia é que, para o consumidor, tudo seja simples. Escolher. Aproximar o cartão. Preparar. Pegar a bebida. Sentar onde quiser. Por trás dessa simplicidade, entretanto, estará o trabalho realizado no Coffee Lab. Trina Coffee Beer A chegada do Coffee Lab também explica por que a mudança de identidade da marca vai além de uma simples alteração de nome. Trina Coffee Beer é o encontro de duas histórias. A cerveja representa a origem. O café representa uma nova etapa. E entre os dois existem mais semelhanças do que parece à primeira vista. Grãos, água, temperatura, química, transformação, aroma, sabor, análise sensorial, desenvolvimento de receitas e controle de processos fazem parte dos dois universos. “Quando começamos a olhar para cerveja e café dessa maneira, percebemos que não estamos falando de dois mundos completamente separados. Estamos falando de matérias-primas diferentes, processos diferentes, mas de uma mesma curiosidade: entender como cada variável pode transformar aquilo que chega ao copo ou à xícara”, explica Marcelo. É dessa curiosidade que a Trina pretende fazer nascer sua nova fase. Duas bebidas e uma linha que divide o planeta Quando o Monumento Marco Zero do Equador reabrir suas portas, o visitante deverá encontrar algo diferente da antiga Trina. Encontrará uma fábrica artesanal de cerveja funcionando dentro de um pub. Encontrará uma estação de autosserviço atravessada pela Linha do Equador. Poderá escolher entre cervejas do Hemisfério Norte, do Hemisfério Sul ou beber exatamente sobre o Equador. E encontrará também um laboratório dedicado ao café. No mesmo lugar estarão torra, moagem, água personalizada, análise sensorial, desenvolvimento de receitas e tecnologia. É justamente essa combinação que a nova identidade pretende representar. Trina Coffee Beer. Foi na cerveja que a Trina começou a estudar a água. Foi no autosserviço que começou a utilizar a tecnologia para dar autonomia ao consumidor. Agora, esses conhecimentos encontram um novo campo de experimentação: o café. Marcelo resume a filosofia que pretende levar para o Coffee Lab: “Excelência não é conseguir preparar uma bebida extraordinária uma única vez. É conseguir fazer com que a próxima seja tão boa quanto a primeira.” No Meio do Mundo, portanto, a Trina prepara mais do que sua reabertura. Prepara uma nova fase de sua história — com cerveja de um lado, café do outro e a Linha do Equador passando exatamente pelo meio.